terça-feira, 8 de dezembro de 2009

DANDO CORDA AOS BESTAS

Um dia desses recebi um e-mail do meu amigo Nesse e-mail, a propósito não me lembro mais do quê, ele citava frase “Nada melhor do que dar ao besta a importância que ele acha que tem”.
O “besta” é o que chamamos o tolo, o fátuo, o que “se acha”. Essa classe de gente encontramos em todo lugar, em toda esquina, em toda festa, em todo acontecimento social. É o cara que leu duas ou três orelhas de livros e se considera crítico literário; acompanhou um programa de TV sobre economia e já começa a ter idéias sobre como você deve investir seu dinheiro; assiste ao “Dr. Phil” e vira um terapeuta, analisando a tudo a todos. Como se isso não bastasse, vangloria-se do que não tem e faz propaganda do que não sabe.
Mamãe dizia: é só dar uma pequena quantidade de corda a um camarada desses, e depois assistir de camarote quando ele se enforca. Dar corda é um excelente estratégia para se livrar desses chatos abomináveis, que surgem no nosso caminho quando menos esperamos. E por falar em corda lembrei-me de um poema de José Laurentino, o grande poeta popular de Puxinanã, que vive em Campina Grande. No seu poema Eu, Nobelina e a cama ele fala de um casamento “que teve com a Nobelina”. Um belo dia, o casal vai a uma festa e ele nota que a esposa está muito atraída por um certo rapaz. Então, sabiamente, comenta:
Eu fiz que não tava vendo
Fui beber no botequim
Dei uma cordinha a ela
Porque mulher é assim
Quanto tá com a corda toda
Mostra se é boa ou ruim.
Boa estatégia, meu caro leitor. Com corda curta, todo mundo se comporta. E o tolo, o besta, com a corda toda, termina se sentindo solto, independente, e cometendo o erro que vai perdê-lo e revelar aos olhos do mundo a nulidade que ele é.

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